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Década do Oceano

A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o período de 2021 a 2030 como a Década do Oceano.

O OCEANO QUE PRECISAMOS PARA O FUTURO QUE QUEREMOS

O projeto visa conectar pessoas e oceano, construir uma base científica e incentivar a preservação do ecossistema marinho e a gestão dos recursos naturais de zonas costeiras.

Década do Oceano busca alcançar sete resultados, envolvendo diferente públicos como:

Cientistas

Organizações intragovernamentais

Organizações
não-governamentais

Nações e indivíduos

Institutos de pesquisa

Profissionais e setor privado

Povos tradicionais

Educadores e estudantes

Esportistas

Artistas

E muitos outros

A Fundação Grupo Boticário não podia ficar de fora desse movimento.
Afinal, a conservação do ecossistema marinho tem sido uma das prioridades da instituição ao longo de sua história.

Nos últimos 30 anos, cerca de 25% dos valores doados a projetos foram destinados a iniciativas voltadas à conservação dos ambientes marinhos – um volume expressivo frente ao fomento mundial para estudos nos mares, que costuma ser, segundo a UNESCO, em média, de 0,04% a 4% do total investido.

Além disso, a Instituição conta com o programa Conexão Oceano, que visa fortalecer o processo de comunicação a favor da conservação dos ambientes marinhos e costeiros.
Uma plataforma de conexão com jornalistas, comunicadores, influenciadores, pesquisadores e representantes de entidades públicas e privadas lançada em 2019, com a realização do evento Conexão Oceano, no Rio de Janeiro, em parceria com a UNESCO no Brasil, Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da UNESCO e Museu do Amanhã.

A mais recente entrega do Conexão Oceano é a publicação Oceano sem Mistérios: Desvendando os Manguezais, que retrata a importância desse ecossistema para a resiliência costeira, biodiversidade marinha e desenvolvimento social e econômico, além de trazer conteúdos compartilháveis e orientações práticas de comunicação.
E não é só isso: até o momento, a Fundação já trabalhou no ecossistema marinho com 139 instituições e apoiou mais de 250 projetos em toda a costa brasileira. Confira alguns deles:

TRANSPLANTE DE CORAIS

Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desenvolveram uma tecnologia inédita que pode ajudar a salvar espécies de corais em risco de extinção.
Os cientistas criaram um dispositivo que inova a técnica de transplante de corais a partir da recuperação de fragmentos com perda tecidual. O dispositivo funciona como uma espécie de berço, onde os fragmentos são mantidos até que se recuperem e cresçam. Com isso, podem ser reinseridos em seus habitats, ocupando papel-chave no equilíbrio recifal.

Com o dispositivo, foi cultivada a espécie Millepora alcicornis, coral nativo brasileiro conhecido como coral-de-fogo, conseguindo com que crescesse 40% em apenas três meses. Pela mesma tecnologia, também foi possível cultivar o coral Mussismilia harttii, que figura na lista vermelha de espécies em extinção.

CORAIS DE PROVETA

Um projeto pioneiro no sul da Bahia está desenvolvendo uma tecnologia inédita no Brasil para criar um banco de gametas congelados de corais e, assim, preservar espécies da extinção.
Desenvolvida pela Rede de Pesquisas do Instituto Coral Vivo, a iniciativa usa técnicas de criogenia e de reprodução assistida para garantir que, na eventualidade de algo muito extremo que leve à extinção dos corais, eles possam voltar à natureza pelas mãos da ciência.

A pesquisa se divide em duas partes:
1. O congelamento de gametas – que são as células sexuais dos corais (espermatozoides e óvulos);
2. A fecundação artificial em laboratório.

O objetivo é conhecer detalhes dessas células e desenvolver protocolos de congelamento, descongelamento e reprodução específicos para cada espécie de coral. Inicialmente, os estudos estão sendo feitos com a Mussismilia harttii, uma espécie de coral ameaçada e que existe somente no Brasil.

PROFUNDEZAS DESCONHECIDAS
DE FERNANDO DE NORONHA

Uma expedição marítima realizada por cientistas brasileiros e norte-americanos no arquipélago de Fernando de Noronha (PE) resultou na descoberta de, ao menos, quatro novas espécies de peixes, exclusivas do litoral brasileiro.
Liderado pela Associação Ambiental Voz da Natureza, o trabalho ocorreu em duas etapas:
Na primeira
, a equipe ficou embarcada por 17 dias realizando a exploração em águas profundas.
Na sequência, foram mais de 12 meses de dedicação à taxonomia das espécies, comparando características morfológicas com centenas de outros peixes para comprovar se tratava de animais inéditos para a ciência.
Além das quatro descobertas, outras 15 espécies foram registradas pela primeira vez na região. Foram descobertas uma nova espécie de peixe gobídeo (Psilotris sp.), de peixe-pedra (Scorpaena sp.), de peixe-lagarto (Synodus sp.) e de peixe-afrodite (Tosanoides sp.).

NINHOS ARTIFICIAIS

Localizadas a 1,3 mil quilômetros do Espírito Santo, no meio do Oceano Atlântico, as ilhas da Cadeia Vitória-Trindade abrigam cerca de 130 espécies de animais e plantas.

Algumas delas são encontradas apenas naquele arquipélago e em mais nenhuma região do planeta.
Um exemplo são as fragatas-de-trindade, aves marinhas com menos de 30 indivíduos em todo o mundo, consideradas criticamente ameaçadas de extinção.

O principal motivo do baixo número populacional é a escassez de árvores nas ilhas para servirem como local de reprodução.
Para garantir a sobrevivência desses animais, pesquisadores de universidades brasileiras e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolveram ninhos artificiais, com réplicas da ave e os sons que as aves emitem durante o acasalamento, para impulsionar a reprodução.

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